quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Ainda, existe amor para recomeçar (?)"

Não quero alguém que me ame. Mas preciso de alguém que esteja ao meu lado, que me tenha um grande carinho, que me cuide, que me visite, que me goste como sou. Estou sozinha e com medo de assim permanecer. Sobre o que sinto, já não sei. Não é carência, não é solidão. Tantas pessoas tenho ao meu redor, mas preciso de apenas uma. Alguém que me de a mão, e diga que estará do meu lado. Não preciso de palavras bonitas, mas sim de presença.

                                Como eu queria encontrar esse alguém...
                              

sábado, 13 de novembro de 2010

Perdeu-se.

As vezes não sei quem sou. Queria poder ser diferente, não fazer essas coisas. Eu gostava de mim antes. Antes disso tudo. Antes de virar quem sou agora. Eu gostava de mim, porque eu tinha você. E quando eu tinha você, eu procurava fazer tudo certo. Agora deixo-me levar pela bebida, deixo-me entregue a outros braços. Agora, outras vozes irreconhecíveis falam ao meu ouvido. Outros lábios estranhos beijam os meus. Outra pele toca a minha. Não mais a suavidade da sua. Os dias passam, chega a noite. E mais uma noite me entrego. As vezes, eu procuro por você. Para que venha me salvar. Nada! Não sei mais se algum dia virá. Me encontro em estado absoluto de destruição. O que é pior: eu quero isso. E assim afasto-me cada vez mais de quem eu era. Para me tornar o que sou.





São as cicatrizes deixadas...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Filosofando

     Quando nos apaixonamos, nos encontramos em um papél de meros animais que além das palavras, procuram consquistar o outro atravéz de ações. Como os pássaros machos usufruem da dança para conquistar as fêmeas, nós seres humanos usufruímos de diversas ações. Muitas vezes vemos no outro como um pedaço de nós mesmos. É algo como almas que se reconhecem e se interligam.
     Simples gestos como tocar no rosto, dar as mãos, colher uma flor, e tantas outras, estão ligadas ao nosso coração. Quando nos apaixonamos procuramos dar o melhor de nós mesmos para o outro, mudamos nosso jeito. Se torna diferencial do modo como tratamos amigos, e passam para o lado sentimental, emocional. Ou seja, nossas ações falam pelo nosso coração.
     A maneira como olhamos, como tocamos, mudam a partir de quando nos apaixonamos. Cada beijo se torna especial, cada olhar se torna doce. Há a presença de carinho, amor, ternura. Os braços se tornam pequenos para cada abraço. Procuramos ser perfeitos, mesmo quando sabemos que essa perfeição não existe. Mas se apaixonar é isso. É querer dar o melhor de si, é procurar o melhor do outro. São apenas dois corações que se encontram. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Old friend

Mas eu me lembro de quando éramos você e eu. Juntas pensávamos capazes de continuar, nossos segredos ficados para trás. Tantos planos, e agora nos vemos frente a frente. Paradas e tão longe. Penso em você constantemente, mesmo não querendo pensar. Suas mentiras foram perdoadas, mas hoje vejo que nem adianta tentar. Um sentimento apertado no fundo do peito. Não a vejo mais, não a sinto mais. Você foi. E eu também. Como dói não te ter mais junto a mim. Como pesa, tudo isso, toda essa bagagem. Agora, com outro qualquer, você sorri. E eu, querendo aqueles nossos momentos de volta. Nada resolve, eu sei, preciso ir e deixar toda nossa história morrer. Embora permaneça extremamente viva em minha lembrança. Mas já esta na hora. Até mais ver.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E não podia ouvir a palavra “amor”.



Cabeça erguida, passos firmes, olhar vago. Assim ela fazia-se de forte. Tanto machucou-se que revestiu-se de pedra. Pedra fria, que nem estando por muito tempo no sol aquecer-se-ia .  Então, caminhava pelas ruas da cidade. Cidade que tanto desejava deixar. Rostos conhecidos a olhavam de canto, ignorava-os, por mais que alguns doessem. Fazia-se intocável, desprezível. Embora por dentro, o amor sangra-se.