quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E não podia ouvir a palavra “amor”.



Cabeça erguida, passos firmes, olhar vago. Assim ela fazia-se de forte. Tanto machucou-se que revestiu-se de pedra. Pedra fria, que nem estando por muito tempo no sol aquecer-se-ia .  Então, caminhava pelas ruas da cidade. Cidade que tanto desejava deixar. Rostos conhecidos a olhavam de canto, ignorava-os, por mais que alguns doessem. Fazia-se intocável, desprezível. Embora por dentro, o amor sangra-se.

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