quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tão frágil.

     Ele caminhava em uma manhã fria de inverno, querendo afastar os próprios pensamentos, quando a viu.  Lá estava ela na praça alimentando os pássaros. Estava tão sozinha, tão desprotegida. Parecia não se incomodar com o olhar em sua direção, ou talvez não o tivesse visto. Estava em algum lugar dentro do seu pequeno mundo de vidro.

     Pensou em aproximar-se - ela a lembrava alguém de algum lugar- mas ficou ali parado apenas observando-a. Doce menina, que história trazia? Quem sabe não a veria mais, não podia perder a chance. Mas suas pernas falharam quando viu seu olhar em sua direção.

     Olhou aquele homem se virar e sair andando. Por que estaria ali parado? E sem dar muita importância, voltou-se a alimentar os pássaros.

      Pai e filha, no fundo se reconheceram. Mas sem saber da existência um do outro, voltaram para suas próprias vidas ignorando aquele pequeno encontro. Casual, mas de valor ao destino. Nunca saberiam que um dia chegaram a estar tão próximos. E a vida continuaria, com seus mistérios guardados!



3 comentários:

  1. nossa, belo texto. adorei. escreve muito bem.
    beijo.

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  2. A vida realmente sabe surpreender - ainda que não notemos...

    Belo texto!

    ;D

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