segunda-feira, 18 de abril de 2011

Resquícios de uma vida de curtas memórias

A vida segue a barca enquanto vamos perdendo coisas pelo caminho. Um dia, no cair de uma de tarde, desenterramos coisas guardadas em uma caixa de papelão. Pessoas e suas histórias. E pensar que de repente toda nossa vida resume-se a cartas antigas, roupas esquecidas e nossa boa memória. Lembrancas dos que não vivem, ou os que ainda vivem, perdidos em algum ponto de nossa estrada, deixados para trás. Resquícios de lugares, numa vaga tentativa de refazer uma vida como em um filme -daqueles bem antigos- onde rebobinasse a fita. E o tempo vai passando, a cada minuto mais rápido levando-nos com ele. O tempo também leva aqueles que um dia nós amamos, ou os que já odiamos. O tempo passa, depressa, como se tivesse prazo de validade. A cada ano algumas memórias vão perdendo-se com a chegada da idade. Mas não só a idade faz com que as coisas percam-se no tempo. E a vida? E os rumos que decidimos seguir? Eu paro e olho ao meu redor, enquanto sigo a estrada, muitas vezes sento em uma pedra encontrada pelo caminho e olho para trás. Logo, olho para a frente. Quantas coisas se foram, e quantas ainda haverão de partir... E você, minha jovem, até quando ficará andando ao meu lado? Nossas vidas curvas encurvam-se a cada virar de esquina. O tempo é quem decide!


2 comentários:

  1. sim sim o tempo é o unico q pode resolver tudo!
    bom texto
    parabens

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