domingo, 11 de dezembro de 2011

Amélias


Após muito, muito tempo, ela mergulhou em um mar infinito de aventuras e desilusões e realmente sentiu-se livre, tocável, e inalcançável. Amélia recusou-se a somente contemplar a vida da janela do seu quarto. As flores amarelas pareciam viver muito, muito bem, como se o tempo nem existisse. Mas ela desligou-se da sua beleza e energia extremamente agradáveis. Resolveu pousar sua magia em um mundo que realmente estava precisando dela. E dizia assim, por saber, que as cores lá fora estariam desaparecendo. Uma reconstrução, e ela passou a espalhar ao vento tudo aquilo que estava faltando: cores. E a vida revigorara, e o coração de Amélia enchia-se de um brilho peculiar, que a tal ponto, foi tornando possível amar de novo. E conhecer, todos novamente. Como num sopro de paixão, a vida se tornara agradável. Ao menos, naquele dia. Pois aquele dia, em si só, era especial. Era o dia em que Amélia reconhecer-se-ia não mais somente como alguém desse planeta, mas sim como alguém possível de mudá-lo. Porque naquele fim de tarde, ela apenas sobrevoou a cidade inteira, dentro daquelas pequenas flores amarelas, e sentiu-se importante. Mesmo na mais discreta interrupção, Amélia sentia-se a parte toda de um todo. E tudo refloresceu. 


3 comentários:

  1. lindo blog, amei o texto! me visite sigo todos que me segue! bjus http://anavidadeestilista.blogspot.com/

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  2. Adorei o blog. Estou te seguindo. Se der passa no meu. http://amostragratisrecebidas-vane.blogspot.com/

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  3. Muito lindo o texto!

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